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Venda de casas recupera 23% em maio

23 de Junho de 2020
Sérgio Lemos -Notícia Jornal de Negócios

A quebra na atividade sentiu-se logo em março, mas abril foi o mês mais gravoso. Em maio, já se assiste a uma recuperação.

No primeiro mês de desconfinamento, maio, a venda de casas em Portugal aumentou 23% face ao mês anterior, dizem os dados da Confidencial Imobiliário.

 

Desta forma, o hiato que se registou nas vendas durante a época mais intensa da pandemia, isto é, a partir de fevereiro, reduziu-se. A quebra de maio face a janeiro é de 41%, que compara com os 53% registados em abril, face também ao primeiro mês do ano.

 

Estas são conclusões retiradas do Índice de Volume de Vendas de Habitação, um novo Índice apurado com base nas transações residenciais reportadas pelos mediadores imobiliários ao SIR-Sistema de Informação Residencial.

 

"A quebra na atividade sentiu-se logo em março, mas abril foi o mês mais gravoso, como seria expectável, com uma queda de 53%. Ainda assim, isso significa que, em pleno confinamento, o mercado conseguiu manter um nível de atividade de cerca de metade do pré-Covid, o que não deixa de ser assinalável", comenta o diretor geral da Confidencial Imobiliário, Ricardo Guimarães.

 

Em abril, as transações recuaram 6% face a janeiro, descida que se agravou para 17% em março, o primeiro período a integrar medidas de confinamento. Também em termos mensais, a maior retração verificou-se em abril (-43%), num forte agravamento face à variação mensal de -12% registada em março.

 

Já os preços mantiveram-se estáveis. Em linha com os resultados de março e abril, o Índice de Preços Residenciais exibiu uma variação mensal de 0,9% em maio. Isto representa uma desaceleração da trajetória de valorização sentida ao longo de 2019 e início de 2020, quando as subidas mensais oscilaram entre 1,5% e 2,0%. A justificação, de acordo com o diretor, é que "os níveis de preços praticados no mercado têm uma forte probabilidade de virem a ser observados novamente após o fim da crise pandémica".

 

Fonte: Jornal de Negócios

A quebra na atividade sentiu-se logo em março, mas abril foi o mês mais gravoso. Em maio, já se assiste a uma recuperação.

23 de Junho de 2020
Autor:

Ana Batalha Oliveira

Jornal de Negócios
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