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Talento e formação: assim se criam colaboradores de sucesso - Hélder Ferreira

11 de Novembro de 2019

"O sucesso individual não é tão poderoso quando comparado com o sucesso como algo partilhado, em que todos ganhamos."

Bejamim Franklin dizia: "Diga-me e eu esquecerei, ensine-me e eu poderei lembrar, envolva-me e eu aprenderei.”

 

Atualmente falamos muito de talento dentro das organizações, chegando inclusive a falar-se de “guerra de talentos”. E o que é isto?

 

As empresas procuram, cada vez mais, contratar pessoas que lhes garantam uma alta performance e qualidade de serviços para que essas mesmas empresas possam superar os seus objetivos. Estando num mercado de trabalho ativo e estando os empresários atentos ao que se passa no mercado, um pouco à semelhança dos “olheiros no futebol”, a procura ativa de pessoas com talento faz com que as ofertas aumentem e, consequentemente, as remunerações sejam compatíveis com os talentos em causa.

 

Quando falamos de pessoas com talento nas nossas empresas, falamos daquelas pessoas que são fundamentais e imprescindíveis para o desenvolvimento e crescimento com o maior sucesso possível. Entenda-se por sucesso, o superar objetivos quer para as pessoas, quer para as empresas. O sucesso individual não é tão poderoso quando comparado com o sucesso como algo partilhado, em que todos ganhamos.

 

Mas poderemos falar de talento apenas por si só? Apenas o talento é suficiente para que nada tenha de ser feito?

 

É aqui que, na minha opinião, o papel da formação assume uma enorme importância que muitas vezes é descurada.

 

Quando falamos em formação automaticamente surge associada a um custo, a uma obrigação, a uma perda de tempo. E isto porque falamos de formações que muitas vezes são desajustadas para as necessidades das pessoas e das suas organizações.

 

Falamos de formações sem conteúdo, sem a preocupação de conhecer bem as pessoas que estão na sala de formação e saber bem as suas necessidades e expectativas. Falamos em formações sem grandes cuidados e, muitas vezes, entregues em espaços sem condições dignas para as pessoas envolvidas, isto é, em salas atrofiadas, sem luz natural, em cadeiras desconfortáveis e sem intervalos acompanhados de um simpático coffee break para “recarregar baterias.”

 

Usam-se materiais enfadonhos e discursos repetitivos e espera-se que as pessoas, com o talento que têm, tirem “um coelho da cartola” e façam com que eles e as suas empresas continuem em franco crescimento. Apenas porque temos formações nas agendas, apenas porque temos um plano de formação e entregamos um certificado de participação para anexar ao Currículo. Para mim formação é muito mais do que isto.

 

Em primeiro lugar é uma obrigação de todas as empresas. São fundamentais para alavancar os talentos que temos dentro de portas. Sim, porque muitas vezes o talento das pessoas não está à vista desarmada. As pessoas, ora por timidez, ora por bloqueios internos ou externos, limitam-se a fazer o que lhe mandam, talvez porque também nunca lhe deram a oportunidade de opinar ou nunca lhes perguntaram.

 

As empresas e seus empresários deverão olhar para dentro e identificar, de forma contínua, as verdadeiras necessidades das suas empresas e das suas pessoas. Deverão saber quais as capacidades, conhecimentos, perfis, experiências e capacidades dos seus talentos, das suas pessoas. Formar bem é o nosso trabalho diário para que o talento cresça e se sinta apoiado.

 

Os empresários ao serem conhecedores das características das suas pessoas terão, garantidamente, a capacidade e a obrigação de preparar formações devidamente alinhadas com todas estas necessidades.

 

As formações contribuem para o desenvolvimento das pessoas, para a melhoria das performances empresariais, facilita a integração das pessoas, deve motivar e aumentar a auto-estima dos colaboradores, estimular a criatividade e reforçar o compromisso, contribuindo para o reforço das suas soft skills que os levará a alcançar as suas metas e objetivos.

 

Pegando nas palavras de Cristiano Ronaldo numa entrevista que deu há pouco tempo, ele dizia algo como isto: “nasci com talento, mas trabalho todos os dias arduamente para alcançar os meus objetivos e os da minha equipa”

 

Este trabalho árduo não pode ser apenas exigido aos talentos das empresas. Este trabalho árduo tem de partir das empresas através da formação e educação diária, através da preocupação do crescimento no conhecimento dos seus talentos, através do acarinhar dos seus talentos oferecendo-lhes o reconhecimento e as oportunidades de carreira.

 

Afinal todos temos o nosso talento. Há que descobri-lo e ajudá-lo a crescer.

"O sucesso individual não é tão poderoso quando comparado com o sucesso como algo partilhado, em que todos ganhamos."

11 de Novembro de 2019
Autor:

Hélder Ferreira

Diretor de Formação da Zome
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