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“Salário emocional”: quando o dinheiro conta, mas não é tudo

05 de Novembro de 2021

O equilíbrio entre a vida pessoal e profissional é a chave para o aumento da produtividade dos colaboradores e o sucesso das empresas. Conheça neste artigo o conceito de "salário emocional".

Cerca de 8 horas do seu dia são passadas a trabalhar. Nessas 8 horas convive com várias pessoas, tem de administrar diferentes tipos de personalidades, lidar com tarefas mais complicadas ou até mais aborrecidas, tem de resolver problemas, lidar com o stress e a par disto tudo tem uma vida pessoal para gerir.

 

Se deixar de pensar no dinheiro, na parte económica, o que fica do seu trabalho?

 

Este artigo é para si que sente que “não veste a camisola” na sua empresa. Este artigo é também para si que lidera uma equipa e procura acrescentar valor à vida dessas pessoas.

O que é o salário emocional?

Utilizar exclusivamente salários elevados como fator de atração de talento faz parte do passado. A ideia de ter “um emprego para a vida” mudou, a sociedade mudou, a mão de obra é agora mais qualificada e a competitividade no recrutamento está em crescimento. Atrair e reter talento é atualmente um desafio maior para as empresas que têm de se reinventar e procurar novas formas de recrutar.

 

Horário flexível, ambiente de trabalho agradável, oportunidades de crescimento, reconhecimento pelo trabalho realizado, cultura e valores alinhados são apenas alguns dos fatores que fazem parte daquilo que chamamos de “salário emocional”.

 

É aquele não aparece na folha de vencimento, que nada tem a ver com remunerações financeiras, mas que contribui para a produtividade, felicidade e bem-estar dos colaboradores.

Os 10 fatores utilizados para medir este salário

Para a medição do salário emocional, são considerados fundamentais 10 fatores:

 

1 - Autonomia: liberdade para administrar o seu trabalho, em que o colaborador se sente respeitado e que confiam nas suas competências;

 

2 - Criatividade: possibilidade de explorar, desenvolver e exprimir-se de forma criativa no seu trabalho mesmo em profissões consideradas “mais sérias”;

 

3 - Envolvimento: experiências agradáveis no trabalho, momentos de diversão;

 

4 - Domínio da sua função: oportunidade de adquirir conhecimentos mais profundos para dominar as suas funções e o seu trabalho e para se destacar;

 

5 - Desenvolvimento profissional: um plano de carreira pensado para a evolução do colaborador a médio e longo prazo;

 

6 - Sentimento de pertença: ter conexão com a equipa, organização e colegas. Ser reconhecido, apreciado, valorizado e identificado com o papel que desempenha no sistema de trabalho.

 

7 - Direção: A oportunidade de visualizar, criar e escolher um plano de carreira, juntamente com a capacidade de tomar e contribuir com decisões que afetam sua carreira.  

 

8 - Inspiração: momentos que inspiram, que dão novas perspetivas e novas formas de olhar situações e pessoas (palestras motivacionais com convidados externos)

 

9 - Desenvolvimento pessoal: oportunidade de aprender com os erros, de ser mais reflexivo e aprender com o ambiente de trabalho algumas qualidades que nos tornam pessoas melhores.

 

10 - Ter um propósito: sentir que o seu trabalho ou função é importante na empresa, que marca a diferença.

 

Com base nestes 10 fatores considerados por Marisa Elizundia - criadora do “Emotional Salary Barometer” - pode calcular o seu salário emocional. Numa primeira etapa analise os fatores que influenciam o salário emocional e identifique os mais importantes para si no momento. Depois procure entender como é que a sua empresa os coloca em prática.                                                                                

Algumas ideias para promover o salário emocional nas empresas

  • Atividades de team building;
  • Celebração de datas comemorativas com atividades no espaço de trabalho;
  • Flexibilidade de horários e da rotina organizacional;
  • Programas de formação livres;
  • Transparência em relação aos objetivos da empresa;
  • Comunicação interna fluída com facilidade de comunicação entre líderes e colaboradores;
  • Facilidade de equilíbrio entre a vida pessoal e profissional;
  • Reconhecimento e feedback sobre o trabalho dos colaboradores;
  • Programas de lazer que alcancem também as famílias dos colaboradores;
  • Oportunidades para explorar talentos individuais.

 

» Leia também: Como é que "mudamos vidas, juntos?"

Sente-se feliz no seu trabalho?

Faça uma reflexão: nunca tinha ouvido falar em salário emocional? Não conhece o conceito de felicidade Interna Bruta? Ou, simplificando, não reconhece o sentimento de pertença dentro da sua empresa? Sente que é apenas “mais um” colaborador? Saiba que talvez esteja na hora de mudar.

 

Na Zome vai sentir-se mais seguro, acompanhado, mais confiante e vai perceber o real valor, aquele que não aparece nos contratos, mas nas palavras, nas atitudes e nas escolhas.

 

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O equilíbrio entre a vida pessoal e profissional é a chave para o aumento da produtividade dos colaboradores e o sucesso das empresas. Conheça neste artigo o conceito de "salário emocional".

05 de Novembro de 2021
Autor:

Catarina Pinheiro

Content & Social Media Manager Zome
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