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O Poder da Criatividade - por Pedro Vieira

14 de Junho de 2020
Créditos de imagem: Adobe Stock

A criatividade tem o poder de mudar o mundo, e o seu exercício tem o condão de mudar para muito melhor as nossas vidas.

Quando era pequenino os meus pais não tinham que comprar tendas para eu brincar. Eu próprio as construía! Com o que tivesse. Paus, pedras ou cartão podiam transformar-se em tendas, castelos, barcos pirata, cavernas ou salas de espera de hospitais. A nossa criatividade é que mandava.

 

A partir daí inventava-se a decoração, as personagens, a história. Passei dias inteiros sem nenhum outro suporte além da criatividade dos meus familiares e amigos, que sempre alimentaram a minha própria criatividade.

 

A criatividade é algo que nasce connosco. Somos seres criativos e começamos a expressar a nossa criatividade bem cedo, de forma natural, em brincadeiras de crianças.

 

No nosso dia-a-dia, já adultos, recorremos à criatividade para arranjar novas funções e utilidades para objetos. Num instante um pneu de borracha ganha nova função e passa a dar suporte ao cultivo de vida orgânica, transformando-se num canteiro de uma horta urbana, ou arranjamos soluções criativas para decorar espaços, onde uma caixa de bateria vira um candeeiro ou uma antiga mala de viagem vira uma moderna mesa de apoio.

 

No entretenimento alimentamos o espírito através da incessante criatividade artística, com capacidade para influenciar várias gerações, como fizeram Walt Disney e as usas inúmeras personagens animadas, onde o Mickey sempre foi estrela principal. George Lucas com as suas épicas batalhas galácticas em Star Wars ou as aventuras incríveis do Indiana Jones ou ainda os fabulosos Monthy Python que ajudaram a catapultar o humor para universos desconhecidos até então, sempre fizeram da criatividade a sua melhor ferramenta para marcar a sua passagem pelo mundo.

Créditos de imagem: Unsplash

A criatividade pode efectivamente mudar o mundo. Mentes criativas como Thomas Edison ou Leonardo da Vinci trouxeram à humanidade coisas tão importantes que ainda hoje têm reflexo no nosso quotidiano, como a lâmpada ou o helicóptero, entre tantas outras criações.

 

No desporto, a criatividade está presente nas decisões que os próprios atletas tomam (já ouviram falar de médios criativos, no futebol?), mas até na criação de novos conceitos desportivos, como o teqball, em que se funde o ping-pong ao futebol para trazer todo um novo mundo de competição, espetáculo e emoção às nossas vidas.

 

Mas é nos negócios que cada vez mais sentimos necessidade de ser criativos. Num mundo empresarial altamente competitivo, cada vez mais a criatividade é fator crítico de sucesso e nos faz destacar da concorrência, alavancando negócios de uma forma impressionante.

 

É inspirador ver como os negócios se reinventam continuamente e saem para o mercado novos conceitos, como prisões que viram hotéis para dar uma experiência única e memorável aos seus hóspedes ou novos produtos habitacionais, como casas luxuosas ou piscinas feitas a partir de contentores.

 

Mesmo nos pequenos gestos do dia-a-dia de negócios podemos fazer a diferença, sendo criativos. Algo tão simples como o oferecer um objeto que faça com que fiquemos na memória da pessoa com quem vamos ter uma reunião ou quando fechamos negócio com um cliente, pode mudar para sempre a nossa relação e a experiência que estamos a proporcionar a quem connosco interage.

O que é então a criatividade?

Criatividade é o ato de tornar uma ideia nova e imaginativa em realidade. A criatividade é caracterizada pela capacidade de perceber o mundo de novas formas, encontrar padrões escondidos, fazer conexões entre coisas aparentemente sem relação e gerar soluções. A criatividade envolve dois processos: pensar e produzir.

 

Se temos ideias e não as concretizamos não somos criativos, somos só imaginativos.

 

Analisando bem o conceito, é exatamente por isso que me posso considerar parte integrante de uma empresa criativa, e que tenho tanto prazer em trabalhar na Zome.

 

Fico sempre com pele de galinha quando me apontam algo feito por empresas concorrentes e me dizem algo do género: “Já viste o que eles estão a fazer? Está muito bom. Devíamos fazer algo parecido”. Não imaginam como essa mentalidade me tira do sério! Porque sempre que vejo algo produzido de forma original por empresas do mesmo setor, por muito bom que seja, o meu primeiro instinto é precisamente procurar uma forma diferente de fazer.

Por isso afirmamos que na Zome desde o primeiro dia de existência

“Sentimos diferente, Pensamos diferente, Fazemos diferente.”

 

Conseguem-se tirar ideias do nada? Muitos dirão que sim, que é espontânea a geração de ideias, mas a realidade é que para criarmos temos que ter uma base de conhecimento muito forte. Do nosso contexto, do problema que queremos resolver, do que os outros já tentaram fazer para o resolver, do que outros fazem para resolver outro tipo de problemas.

 

Para criar temos que ter inquietude. Há um ditado que diz que “a necessidade aguça o engenho”. Em momento de necessidade premente somos muito mais criativos, porque a nossa própria vida pode depender disso. Temos que cultivar uma mentalidade que tenha sempre essa inquietude presente. Uma alma inquieta que nos faça ter a atitude de questionar, pôr hipóteses, experimentar. Picar o urso que está a dormir só para ver o que acontece.

 

E depois temos que executar. Perceber que sem ação não há nenhuma ideia que vingue. Que da ação imediata depende a nossa diferenciação. Estive uma altura numa conferência sobre inovação (que é algo diferente de criatividade, mas que anda de mão dada com ela), em que o orador dizia “se vão ter uma ideia patenteiem-na antes ainda de a ter, porque no segundo em que a tiverem vão haver milhares de pessoas pelo mundo fora que estão a ter a mesmíssima ideia”.

 

É claro que isto é uma impossibilidade, mas a verdade é que se não formos os primeiros a fazer algo, já estamos a copiar. Daí a execução ser a parte mais importante da criatividade. O que separa os imaginativos dos criativos.

Créditos de imagem: Adobe Stock

 

Para se ser criativo, devemos ter em conta 5 tipos de ação:

 

1 - Associar: estabelecer conexões entre perguntas, problemas ou ideias de campos não relacionados.

 

2 - Questionar: colocar questões que desafiem o senso comum.

 

3 - Observar: escrutinar o comportamento dos clientes, fornecedores e competidores, para identificar novas maneiras de atuação.

 

4 - Networking: interagir com pessoas com ideias e perspetivas diferentes.

 

5 - Experimentar: construir experiências interativas e provocar respostas não-ortodoxas para ver que tipo de informações emergem.

 

Fica o desafio: mantenham a necessidade de criar bem presente na vossa atitude diária e experimentem aplicar estas ações, que vos vão ajudar a ser percebidos como únicos.

 

A criatividade tem o poder de mudar o mundo, e o seu exercício tem o condão de mudar para muito melhor as nossas vidas. Sejam criativos!

A criatividade tem o poder de mudar o mundo, e o seu exercício tem o condão de mudar para muito melhor as nossas vidas.

14 de Junho de 2020
Autor:

Pedro Vieira

Marketing Director na Zome
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