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O meu sonho não era ser consultora imobiliária! - por Juliana Ferreira

06 de Outubro de 2020

"Tive medo, mas fui, porque corajoso não é quem vai sem medo, mas aquele que apesar do medo, arrisca e assume a mudança como algo necessário ao seu crescimento, à sua evolução."

"Quantos colegas se irão identificar com o título deste texto" - estou eu a questionar-me neste momento, esperando não ser só eu, porque me deixaria mais feliz saber que não estou sozinha neste tema.

 

Desde que me lembro, que nunca consegui responder à famosa pergunta: “O que queres ser quando fores grande?”. Talvez porque sempre gostei de muita coisa ao mesmo tempo e, por isso, tenho alguma dificuldade em imaginar fazer o mesmo a vida toda, sabendo que estou a perder a possibilidade de experimentar outras tantas áreas, que também me aliciam.

 

Até entrar na faculdade fui colecionando sonhos do que poderia ser o meu futuro profissional. Desde juíza, professora, advogada ou apresentadora de televisão, tudo fez parte do meu imaginário. Tudo, menos ser consultora imobiliária.

 

Em 2003, ingressei no Ensino Superior cheia de sonhos, tal como os 51 mil estudantes que foram colocados este mês nas faculdades portuguesas. Após estágios e algumas experiências profissionais, percebi que aquilo que eu tinha escolhido não era o meu caminho.  

 

Nós somos um todo e precisamos conseguir expressar-nos como tal e, no meu caso, eu adoro escrever, comunicar, trabalhar sem rotinas, ter liberdade para ajustar o meu horário e, não mais importante que tudo, ter um bom retorno financeiro que me permita aproveitar o que temos de mais valioso, a vida.

 

Por isso, ainda não me sentia completa, porque não conseguia exprimir partes importantes de mim no meu trabalho. Este sempre foi o meu sonho, e eu não sabia, porque o meu sonho nunca teve o nome do curso que eu queria tirar, o nome da faculdade onde eu queria estudar, e isso foi doloroso naquela altura, principalmente porque todos à minha volta estavam tão certos das suas escolhas e preparavam o futuro como se já o tivessem visto numa bola de cristal.

A vida encarregou-se de me mostrar que não existe só um caminho e que a mudança nos permite, acima de tudo, descobrir quem somos, e cada um ao seu ritmo descobrir o que o faz feliz. E está tudo bem se não acertarmos à primeira nem à segunda. Está tudo bem, mas na altura e com aquela idade, não, não estava tudo bem!

 

Depois disso, passei por várias áreas e fui feliz em algumas delas. Tive um projeto só meu do qual sinto muito orgulho, mas foi na Zome que encontrei a minha casa, que encontrei um propósito e que consegui reunir todas as partes de mim para me sentir completa.

 

Claro que não é tudo fantástico, claro que há sempre aspetos que é preciso melhorar, mas acima de tudo sou desafiada a crescer todos os dias, a lutar contra mim própria quando a motivação não aparece de manhã e eu preciso dela para que o dia seja produtivo, a desenvolver skills para ser a minha melhor versão. Porque tudo, mas mesmo tudo depende de mim e essa é uma responsabilidade que te transforma e que te eleva a outro nível.

 

Eu tive medo de não ser capaz, anormal era não ter, até porque tenho um filhote que precisa muito de mim, mas valeu-me a minha coragem. Tive medo, mas fui, porque corajoso não é quem vai sem medo, mas aquele que apesar do medo, arrisca e assume a mudança como algo necessário ao seu crescimento, à sua evolução.

Eu ainda não sei o que quero ser quando for grande, nem quero saber, e acredito que esta pergunta nunca devia sequer ser usada, porque só por si é redutora, limitadora e não espelha os desafios do mercado de trabalho atual, que está em mudança, que pede novas competências e onde as profissões mais rentáveis já não são necessariamente ser médico, engenheiro ou advogado. Partilho uma pergunta, que pode muito bem substituir a anterior e colocar os jovens noutro patamar de consciência: “que necessidades achas que existem nas pessoas, na sociedade, que gostavas de ser tu a ajudar a resolver?”.

 

Era tão importante que esta mudança começasse na escola, onde continuo a ver os miúdos sentados dentro de uma sala a ouvir a professora a debitar conteúdo. Há tanto mundo fora das salas, nos recreios, perto da natureza, onde podem explorar, dar asas à imaginação e serem crianças mais ativas na descoberta do seu próprio propósito. Chega de definições e lições decoradas, é preciso mais vivências, mais toque, mais tudo.

 

Eu demorei a encontrar-me, mas mudar foi sempre fácil e foi isso que me trouxe à Zome e ao mercado imobiliário. É preciso ousar fazer diferente, não ter medo ou vergonha de nos assumirmos na totalidade, com tudo que isso envolve, seja porque queremos mais dinheiro ao fim do mês ou mais tempo todos os dias para o que gostamos de fazer, o mais importante é nunca desistirmos de procurar, mesmo que isso implique falhar vezes sem conta.

 

E agora, é nesta área que quero continuar e é aqui que eu quero ficar, na Zome. A sentir que estou a evoluir, que sou mais e melhor que ontem, mas comparando-me sempre só comigo. Quem era a Juliana ontem e quem é a Juliana hoje, porque essa é a única comparação que faz sentido fazer. Cada vez que o faço, sinto orgulho em mim, por nunca ter desistido de sonhar e por me permitir querer passar o resto da vida a fazer o que me dá mais prazer, a aprender.

 

Por isso…

 

Se já não estás feliz…. Muda, porque ao contrário do que algumas pessoas pensam, a mudança é sempre positiva, às vezes é só preciso mudar de perspetiva.

Zome People Stories - História e percurso de Juliana Ferreira

"Tive medo, mas fui, porque corajoso não é quem vai sem medo, mas aquele que apesar do medo, arrisca e assume a mudança como algo necessário ao seu crescimento, à sua evolução."

06 de Outubro de 2020
Autor:

Juliana Ferreira

Consultora Imobiliária HUB Porto CEC
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