Temas Fechar

Novos tempos, novas casas - por João Morgado

12 de Julho de 2021

O mundo mudou muito no último ano e meio e essa é uma boa notícia para quem trabalha no imobiliário.

Há bem pouco tempo, se perguntássemos à generalidade dos portugueses quanto tempo passavam em casa, encontraríamos certamente bastantes respostas indicando um número reduzido de horas e possivelmente teríamos até pessoas a afirmar que praticamente só lá vão dormir.

 

O mundo mudou muito no último ano e meio e essa é uma boa notícia para quem trabalha no imobiliário.

 

Assistimos nos últimos tempos a uma maior valorização do espaço habitacional, por via da confrontação com uma nova realidade, em que as pessoas ficaram confinadas a esse espaço, onde tiveram que coabitar com maior intensidade do que nunca com necessidades espaciais que lhes permitissem trabalhar, exercitar ou até brincar, no caso das famílias com filhos pequenos.

 

Este contexto gerou, naturalmente, uma nova consciência das necessidades pessoais e familiares. Acentuou o espírito crítico em relação à planta da casa, materiais de construção, decoração, espaços envolventes, vizinhança e tudo aquilo que lhes permita viver dentro de casa com o máximo de conforto e usabilidade prática.

 

As vivências, emoções e sentimentos gerados pelo contexto que atravessamos, tornaram mais presente a necessidade de colocar a saúde e bem-estar pessoal e familiar no primeiro plano das prioridades. É hoje comum lidarmos com clientes que estão mais abertos à procura de casa fora dos grandes centros urbanos, em busca de espaços envolventes mais amplos e um preço que lhes permita usufruir de uma maior área habitável por um valor mais baixo.

 

Há hoje uma maior consciência da influência que o espaço útil tem nas condições gerais de vida da família, na adoção de hábitos e rotinas saudáveis, no equilíbrio pessoal e mental do agregado familiar.

 

Com a mudança do paradigma do trabalho, mais assente nas ferramentas on-line, o espaço de escritório passou a ser fortemente valorizado, aumentando a procura por imóveis que permitam criar um espaço para este fim, que permita maior isolamento e concentração, fora dos ambientes sociais familiares, como a sala ou a cozinha.

 

Segundo estudos recentes, grande parte da população demonstra vontade de continuar a recorrer ao teletrabalho futuramente, pelo menos a tempo parcial, pelo que este ajustamento e valorização do espaço da casa para fins profissionais veio para ficar.

 

Na formação, desde o ensino básico até ao universitário e entrando pelo treino executivo, o consumo de conteúdos digitais disparou e muitos foram os que intensificaram a sua formação por esta via, num contexto em que, mais uma vez, sentiram que tiveram que adaptar a sua casa para terem as condições corretas para melhor receberem esses ensinamentos ou colaborarem com colegas, sem interferências do exterior ou sem se sentirem culpados por eles próprios estarem a interferir com as dinâmicas familiares.

 

Também no consumo registamos mudanças significativas, havendo um enorme crescimento da compra on-line, desde logo em bens de necessidade básica, como compra de mercearia e vestuário, mas que chega também ao imobiliário.

 

Aceleramos imenso a digitalização do processo de compra e venda e imóveis e hoje o cliente além de estar aberto a recorrer ao digital para a quase totalidade das interações, está mesmo motivado a cada vez mais utilizar ferramentas digitais no processo.

 

Prova disso é o Zome NOW, que permitiu a reserva inteiramente digital de várias dezenas de imóveis ao longo do último ano, permitindo que clientes de várias partes do mundo oficializassem a reserva da sua nova casa com um simples clique.

 

Hoje a generalidade dos portugueses apercebeu-se que precisa de fazer um “upgrade” à sua casa, pelas mais variadas razões, que vão do aumento do número de quartos num apartamento à busca por uma moradia com um espaço generoso de jardim ou à criação de um escritório ou estúdio de gravação.

 

Esta maior consciencialização da importância da casa enquanto espaço multifuncional leva, naturalmente a que as pessoas fiquem mais disponíveis, atentas e até mais pró-ativas na busca por uma melhoria das suas condições residenciais.

 

O papel do consultor imobiliário é perceber estas novas tendências do mercado e estar cada vez mais sensível a elas, de forma a poder ajudar o seu cliente nesta mudança de vida, sendo que isso acarreta igualmente um acréscimo de responsabilidade e uma exigência crescente de profissionalismo.

 

Novos tempos, novas vontades e um mar de oportunidades que se avizinham para colocar também em valor o papel do consultor imobiliário e a sua função fundamental na sociedade de hoje.

O mundo mudou muito no último ano e meio e essa é uma boa notícia para quem trabalha no imobiliário.

12 de Julho de 2021
Autor:

João Morgado

Chief Operations Officer Zome
Partilhar:
Publicações recentes
Newsletter
Subscreva a nossa newsletter!
Copyright Zome Portugal® 2019. Todos os direitos reservados.
Política de Privacidade Termos e condições Resolução Alternativa de Litígios