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Eu continuo ON, não parei e é assim que me sinto no momento – por Isabel Leitão

14 de Abril de 2020

O que gosto mesmo muito é de pessoas. De estar perto delas, de comunicar.

Lidamos com uma situação nova, uma realidade completamente diferente do que conhecíamos e na minha perspetiva, só temos  duas hipóteses: ou cruzamos os braços ou vamos à luta, ajustamo-nos e adaptamo-nos à nova realidade.

 

Sou uma pessoa bem-disposta, sorridente e feliz. Recuso-me a ficar triste ou deprimida nesta fase. Obviamente tenho os meus receios, as minhas preocupações e estou muito consciente de toda esta situação e dos riscos que acarreta, mas não deixo que eles me impeçam de agir e seguir em frente.

 

Neste momento, todos temos a obrigação de zelar pela nossa saúde e das pessoas que nos rodeiam, nomeadamente a dos nossos clientes. Como tal, estou resguardada para não correr riscos, nem colocar ninguém em risco.

 

Isto não significa que esteja parada, muito pelo contrário. É importante manter a calma e o foco, parar para refletir e pensar em como posso agir. Nunca desistir e encontrar caminhos alternativos para chegar onde queremos.

 

Sempre tive o bichinho da área comercial e só mais tarde percebi o porquê. Existe algo transversal a todas as áreas comerciais onde trabalhei: as pessoas. O que gosto mesmo muito é de pessoas. De estar perto delas, de comunicar.

 

Quando estava na faculdade percebi que não era aquele o caminho. Passei grande parte do estágio confinada num laboratório, sem ver a luz do dia, sem falar com as pessoas. Gosto de sentir liberdade, de vez luz, de estar com pessoas, de conversar.

 

Nesta fase o que me tem custado mais é isso. Mais do que estar confinada em casa, mais do que recear o que vai acontecer, é estar privada de contactar presencialmente com pessoas, família, amigos, colegas, clientes.

 

Mas, atualmente temos uma vantagem muito grande! Temos ferramentas, tecnologia que ajudam imenso. Chamadas, videochamadas. Mesmo longe, conseguimos minimizar as saudades e a distância.

 

Como o nosso trabalho consiste essencialmente em criar relações, esta é uma excelente oportunidade para as reforçar. Em momentos difíceis as pessoas ficam mais unidas, reforçam-se laços de solidariedade, amizade e interajuda.

 

Gosto de olhar para um cliente e não me cingir ao negócio. Gosto de construir laços que perdurem no futuro. Mesmo depois de 10 anos continuo a falar com os meus clientes, a desejar feliz aniversário, um bom Natal, etc. Sei o que fazem, conheço a família.

 

Eu continuo ON

Adaptei-me a esta nova realidade e muitas das tarefas que tenho feito não as estaria a fazer se não estivéssemos nesta situação. Mas o que é certo é que considero que não é tempo perdido. Acho que mesmo no futuro serão muito úteis porque nos permitirão ser mais assertivos e rentabilizar muito melhor o nosso tempo.

 

O que estou a fazer neste momento?

 

  • Chamadas para a base de dados e envio de e-mails: Pergunto como se encontram eles e a família e aproveito para explicar detalhadamente, as medidas que nós e a Zome estamos a adotar para que possam sentir-se seguros a trabalhar connosco.
  • Criação de meios visuais que permitam conhecer o imóvel sem visita presencial. Fotos mais detalhadas, vídeos, videochamada, etc., para que todos os clientes possam conhecer o imóvel estando confortavelmente em casa.
  • Alteração de formulários, impressos e dossiers de modo a que seja mais fácil acompanhar a qualificação dos clientes e dos imóveis por videochamada, nomeadamente no caso de angariações e apresentação de serviços. 

 

O feedback tem sido mesmo muito positivo!

 

Elogiam a forma otimista e proactiva com que estou a lidar com a situação. Para além disso, continuo a gerar e a receber contactos de compradores e vendedores. Já tive uma proposta efetuada em plena pandemia.

As coisas demoram um pouco mais, mas o que importa é que aconteçam.

 

 

"Mais do que a remar contra a maré sinto que estou a preparar e a semear o meu futuro." 

Como encaro o futuro

 

Em muitos momentos da minha vida tento pensar que as coisas não acontecem por acaso. Existe sempre um propósito e muitas vezes bem escondido. Existe sempre um ou mais pontos positivos.

 

De todas as imagens, mensagens, slogans que tenho visto nas redes sociais, o que faz mais sentido para mim é o seguinte. Em todos os desafios temos sempre a aprender três coisas:

 

1) Tudo passa e por isso, esta fase também irá acabar

2) Existem novas oportunidades a explorar

3) Ensinamentos que ficam para a vida

 

Não tenho dúvidas que vamos todos sair desta situação muito mais reforçados, a aprender a rentabilizar melhor o nosso tempo e a sermos ainda mais assertivos com os nossos clientes.

 

Muito sinceramente não vejo o futuro negro como muitas pessoas veem. Tenho consciência que não vai ser fácil, mas acredito que o período mais critico seja agora, que as pessoas estão mais receosas e expectantes.

 

Trabalhamos relações e necessidades de pessoas, que vão continuar a existir e que vão necessitar da nossa ajudar para comprar/vender o seu imóvel.

 

Comecei a trabalhar na crise e sempre vendi imóveis, mais baratos é certo, mas vendi. O mercado mudou bastante, contudo, mais uma vez todas as situações difíceis têm os seus pontos positivos e outras oportunidades surgirão. Não vamos fazer projeções e sofrer por antecipação, à medida que os problemas forem surgindo vamos contornando e resolvendo.

O que gosto mesmo muito é de pessoas. De estar perto delas, de comunicar.

14 de Abril de 2020
Autor:

Isabel Leitão

Consultora Imobiliária Porto CEC
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