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Consultor Imobiliário: profissão escolhida ou profissão de recurso? - por Joana Côrte-Real

07 de Julho de 2020
Créditos de imagem: Adobe Stock

Ser consultor imobiliário não é uma profissão de recurso, é uma profissão que se escolhe quando se quer deixar uma marca no mundo.

Para algumas pessoas, iluminadas ou afortunadas, chamem-lhes o que quiserem, a escolha de uma profissão é algo totalmente natural, quase inato. Sim, nascem a saber o que querem fazer, o que querem ser, nascem a saber o que as realizará.

 

Para algumas outras pessoas, indoutas ou desafortunadas, chamem-lhes o que quiserem, a escolha de uma profissão é algo imensamente angustiante, imprescindivelmente aprendido. Não, não nascem a saber o que querem fazer, nem o que querem ser, nem sequer o que as realizará.

 

E isto de escolher uma profissão tem uma relevância tão grande nas nossas vidas, que preconizamos ensinamentos de filósofos antigos, como Confúcio, cujo legado repetimos tantas vezes: escolhe um trabalho que gostes de fazer e não terás que trabalhar nem um único dia na tua vida.

 

Dizer é fácil. Repetir frases bonitas é simples. É quando passamos para a dimensão do fazer que as coisas se complicam. Porque a grande maioria das vezes não fazemos o que queremos, gostamos ou idealizamos, escolhemos fazer o que precisamos. Sim, é o fator necessidade. O ter que fazer. O ter que ser. Porque há vidas para sustentar, há sonhos para realizar, há expectativas para alcançar. Há pressões familiares, sociais e societárias. Há tudo… e o “eu” acaba por ficar afogado algures…

Créditos de imagem: Adobe Stock

Falo muitas vezes com os meus filhos sobre sentimentos. Quero ensinar-lhes a reconhecer o que os faz felizes. Libertá-los de toda e qualquer expectativa projetada para que sejam isto ou aquilo: doutores, médicos, engenheiros, arquitetos, bailarinos, desportistas. Essas profissões que a sociedade impõe como reconhecidas, de maior valor, de mais destaque social, e que teimamos (passo a generalização) em ensinar como ideais às nossas crianças, jovens e adultos.

 

Quero garantir que apreendem que qualquer profissão é certa, desde que possam experimentar o ensinamento de Confúcio de que vos falei. E mesmo que não acertem à primeira, escolham sempre mudar, até acertarem. A vida é feita de escolhas. As nossas escolhas definem a nossa vida. Escolher fazer, é diferente de escolher esperar acontecer. Por isso, é que vale sempre a pena procurar aquilo que nos preenche, que nos realiza, que nos faz felizes.

 

Acho sempre que uma profissão é mais do que um simples emprego. Acredito que todas desempenham um papel não só na concretização de um qualquer trabalho, como um pouco mais além, sendo elo de ligação entre uma necessidade, sonho e/ou desejo de alguém e uma ação. E é por acreditar nisto profundamente, que hoje vos falo de uma profissão que considero o epíteto desta dicotomia: consultor imobiliário. E digo-vos porquê.

 

Socialmente subvalorizado ao longo dos tempos, quiçá até estigmatizado ou estereotipado, o consultor imobiliário tem sobrevivido enquanto atividade, considerando-se até uma das profissões mais antigas do mundo.

Mas como?

Se pensarmos bem, falar de um consultor imobiliário é falar de pessoas e de casas. E pessoas e casas existem desde sempre. Mais, pessoas a precisar de casas é uma dedução quase lógica da existência humana na Terra. E se este argumento justifica a durabilidade ancestral, é, em si mesmo, o epílogo do futuro.

 

Mas ser consultor imobiliário não é só vender as casas que as pessoas precisam. Pelo menos não o é neste futuro de que vos quero falar. O consultor imobiliário que valido é o que tem o poder de determinar felicidade, qual Deus feito Homem! Presunção? Talvez. Fundamento? Sempre.

 

Ser consultor imobiliário é ser um “doutor” de pessoas. Especialista em satisfazer necessidades fazendo cumprir desejos. Semeador de esperança e de mudanças a cada nova transação de compra ou de venda. Gestor de ilusões e defensor de realidades. As casas são só um meio para atingir um fim… um bem maior que é a realização de ser gerador da felicidade das pessoas.

"Escolhe um trabalho que gostes de fazer e não terás que trabalhar nem um único dia na tua vida."

 

Quem não gostaria de ser móbil de felicidade? Que indivíduo íntegro, nobre, digno, honesto, sonhador, não gostaria de poder efetivamente ser operador ativo da felicidade dos outros?

Acredito nas pessoas. Sempre e antes de tudo o resto.

 

Acredito que podemos fazer a diferença na vida das pessoas. Cada um à sua maneira, cada um com as suas ferramentas e pelos caminhos escolhidos. Acredito que ser consultor imobiliário preenche não só a dimensão da profissão idealizada, como a da necessidade do sustento da vida. Porque os empreendedores são, por definição, sonhadores, não têm que ser inconsequentes. É possível escolher ter um negócio lucrativo e equilibrado e sentir-se realizado profissionalmente.

 

Como qualquer profissão, precisamos de a aprender. Precisamos de formação. Precisamos de ouvir dos experientes. Mas acima de tudo, precisamos de encontrar quem nos queira ensiná-la desde esta perspetiva humana. Apenas para que (todos) passemos a valorizá-la e a escolhê-la para nos fazer felizes, geradores de felicidade e exemplo de produtividade.

 

Na Zome queremos ser instrumento de eternização deste conceito de consultor imobiliário, deixar um legado de reconhecimento social desta profissão. Sabemos como fazê-lo. Queremos perpetuá-lo. Ser consultor imobiliário não é uma profissão de recurso, é uma profissão que se escolhe quando se quer deixar uma marca no mundo.

 

E tu, queres deixar a tua marca no mundo?

Ser consultor imobiliário não é uma profissão de recurso, é uma profissão que se escolhe quando se quer deixar uma marca no mundo.

07 de Julho de 2020
Autor:

Joana Côrte-Real

Business Coach - HUB Porto CEC
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