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4 Mitos alimentares que deve conhecer

18 de Fevereiro de 2020
Créditos de imagem: Adobe Stock

Acha que comer laranja à noite mata ou que faz mal beber vinho depois de comer melancia? Nem tudo o que se ouve é verdade. No meio de tanta (des)informação, é fácil ficarmos confusos e cometermos erros.

Mito 1: “Não devemos beber água às refeições” 

Há quem se prive de beber água às refeições com a ideia de que ao fazê-lo irá dilatar o estômago e aumentar o volume gástrico, levando a um aumento na sua ingestão alimentar e consequente aumento do peso corporal. 

 

Na verdade, beber água só traz benefícios, seja à refeição ou fora da mesma. Inclusive, quando ingerida até 15-30 minutos antes da refeição em quantidade moderada, contribui para a saciedade, levando a uma diminuição da ingestão alimentar às refeições. 

 

Se gosta de beber água à refeição, pode continuar a fazê-lo. Se, por ventura, não apreciar água simples poderá ainda recorrer a chás/infusões sem açúcar adicionado para se ir mantendo hidratada ao longo do dia. 

Mito 2: Os produtos congelados perdem muita qualidade nutricional

Por norma, as pessoas pensam que quando conservam um alimento a temperatura negativa, ele irá perder quase toda a sua qualidade nutricional, em particular os micronutrientes (vitaminas e minerais), numa questão de horas ou dias. 

 

Na verdade, relativamente à preservação das vitaminas e minerais, a congelação poderá ser até melhor opção ou tão eficaz como o armazenamento à temperatura ambiente ou a conservação a temperatura positiva (no frigorífico), especialmente no caso dos hortofrutícolas.  

 

O armazenamento dos alimentos no congelador pode ajudar a preservar  melhor a qualidade nutricional dos mesmos durante períodos de tempo muito maiores do que a refrigeração, ao mesmo tempo que evita a deterioração rápida dos alimentos mais perecíveis, evitando o seu desperdício.

Mito 3: Fazer muitas refeições (6 ou +) ao longo do dia, melhora o nosso metabolismo

Créditos de imagem: Adobe Stock

 Há quem acredite que tem de comer, aproximadamente, de 2 em 2 horas e fazer 6 ou mais refeições diárias (3 principais e 3/4 merendas) porque isso irá melhorar o seu metabolismo. Tanto um número de refeições excessivo (6 ou mais) como insuficiente (1 a 2) pode ter impactos negativos ao nível da nossa saúde.

 

Fazer 3 a 5 refeições diárias parecem ser os valores ideais, com resultados na diminuição da inflamação e melhoria da qualidade do sono. É, também, aconselhável concentrar os momentos de maior ingestão na primeira metade do dia e incluir alimentos ricos em proteína (lacticínios, carne, pescado, ovo, leguminosas, soro de leite) em cada refeição para se sentir mais satisfeito.

Mito 4: “As dietas detox “limpam” o nosso corpo”

Estas dietas que dizem “desintoxicar” o nosso corpo de todas as toxinas que ingerimos ou inalamos são, por norma, hipocalóricas e baseadas em sumos ou batidos, são de duração curta e repetem-se em ciclos. São publicitadas como dietas purificadoras e com excelentes resultados ao nível da perda de peso.  

 

A verdade é que grande parte destas dietas publicitadas à escala mundial não são suportadas pela evidência científica. De facto, grande parte das empresas com dietas “detox” patenteadas nem sabem referir que toxinas são estas que prometem ser eliminadas do nosso organismo.  

 

A desintoxicação é na verdade um processo que está bem mecanizado pelo corpo humano, onde os próprios órgãos, como fígado, rins, pele e pulmões, desempenham em conjunto funções importantes para eliminar substâncias indesejadas. 

 

Para “desintoxicar” e/ou perder peso não precisa de se submeter a uma destas dietas, pois os seus órgãos irão encarregar-se disso. Adquirir um estilo de vida saudável pode facilitar este “detox”: pratique exercício regularmente, durma 7 a 8 horas por dia, beba água, ingira diariamente hortofrutícolas e evite fumar e beber álcool.   

 

Gostou deste artigo? Acompanhe a Notes e fique a conhecer mais dicas sobre saúde e bem-estar!

 

Acha que comer laranja à noite mata ou que faz mal beber vinho depois de comer melancia? Nem tudo o que se ouve é verdade. No meio de tanta (des)informação, é fácil ficarmos confusos e cometermos erros.

18 de Fevereiro de 2020
Autor:

Mafalda Ferreira da Cunha

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